Francinni Guitar Show revisita a história da guitarra sob um novo olhar no Timbre Instrumental 2026

Projeto liderado pela guitarrista Francinni Soret propõe uma viagem sonora entre continentes, estilos e a força da presença feminina na música instrumental

Durante muito tempo, a história da guitarra foi contada de forma incompleta. Entre discos raros, registros esquecidos e narrativas pouco difundidas, trajetórias fundamentais — especialmente de mulheres — ficaram à margem. É justamente nesse território que Francinni Guitar Show se insere, projeto que chega ao Timbre Instrumental 2026 propondo uma escuta atenta e uma releitura potente dessas histórias. A 4ª edição do evento é gratuita e acontece nos dias 30 e 31 de maio, no SESC Uberlândia.

À frente do projeto está Francinni Soret, guitarrista, pesquisadora e performer que vem se destacando por sua abordagem autoral e investigativa. Com uma atuação que une palco e pesquisa, a artista constrói uma narrativa musical que resgata trajetórias invisibilizadas, especialmente de mulheres que ajudaram a moldar a história da guitarra ao longo do século XX.

No espetáculo, a guitarra deixa de ser apenas instrumento e assume o papel de condutora de uma jornada que atravessa geografias e estéticas. Da surf music californiana ao rhythm & blues norte-americano, da cumbia peruana à guitarrada amazônica, o repertório conecta diferentes tradições em uma sonoridade que também dialoga com o blues e o universo da slide guitar.

Essa fusão de influências é traduzida em uma performance que equilibra técnica, sensibilidade e presença cênica. Francinni conduz o público por uma experiência que mistura referências históricas, pesquisa musical e interpretação contemporânea, criando um espetáculo que é ao mesmo tempo show e narrativa.

Mais do que revisitar estilos, o Francinni Guitar Show propõe um gesto de reposicionamento. Ao destacar a contribuição feminina na construção da linguagem da guitarra, o projeto amplia perspectivas e reposiciona vozes que, por muito tempo, permaneceram à margem da história oficial da música.

A participação no Timbre Instrumental reforça esse movimento, conectando o projeto a um festival que se propõe a ampliar escutas e valorizar a diversidade de expressões dentro da música instrumental.

“O trabalho da Francinni tem algo muito potente, que é a capacidade de unir pesquisa e criação de forma orgânica. Ela não apenas revisita a história — ela recria essas narrativas no palco, com identidade própria e muita consistência artística. É um projeto que amplia o olhar sobre a guitarra e sobre quem construiu essa linguagem. Tê-la no Timbre Instrumental é reforçar o nosso compromisso com uma curadoria que provoca, instiga e abre novos caminhos”, afirma o produtor cultural Gabriel Caixeta, idealizador do festival.

Sobre o Timbre Instrumental

O Festival Timbre Instrumental se consolida como uma plataforma dedicada à valorização da música instrumental brasileira em suas múltiplas vertentes. Realizado em Uberlândia (MG), o projeto vem ampliando sua atuação a cada edição, reunindo artistas de diferentes regiões do país e promovendo experiências que vão além do formato tradicional de shows. Com foco na diversidade, na inovação e na formação de público, o festival se posiciona como um espaço de circulação, troca e fortalecimento da cena independente contemporânea.

A 4ª edição do Festival Timbre Instrumental é uma iniciativa realizada pela Fundação Nacional de Artes (Funarte), vinculada ao Ministério da Cultura (MinC). A produção é da agência Timbre Cultural e Associação Cultural Novamídia. O festival também conta com parceria cultural do Sesc – MG, integrado ao Sistema Fecomércio – MG. E também o apoio cultural do Estúdio Farândola, Cervejaria Benedith, Calegari Eventos, M3 Mapping e Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Uberlândia.

SERVIÇO

Festival Timbre Instrumental 2026
Quando: 30 e 31 de maio de 2026 (a partir das 15h)
Onde: SESC Uberlândia – Avenida João Naves de Ávila, em frente à estação 3 de ônibus
Entrada: Gratuita

Programação

Sábado – 30/05
Palco Principal:
• Orquestra Popular do Cerrado (MG)
• Ema Stoned (SP)
• Lívia Mattos (BA)
• João Parahyba (SP)
• Los Mandi (MG)

Palco Intervalos:
• Lambada da Serpente (DF)

Domingo – 31/05
Palco Principal:
• Orquestra Sesc de Viola (MG)
• Sexteto Uberabinha (MG)
• Francinni Guitar Show (SP)
• Macaco Bong (MT)
• Bixiga 70 (SP)

Palco Intervalos:
• Radio Exodus (MG)

Mais informações:
Instagram: @festivaltimbreinstrumental