Brasil

A luz do passado e a cegueira do presente

Nas rodas de família, nos encontros entre amigos, somos guiados pelas memórias afetivas. Recontamos o que nos fez sorrir, reforçamos lembranças que aquecem o coração. No entanto, nossa memória é seletiva: tende a apagar o lado sombrio. Empurramos erros, dores e falhas para o esquecimento, como se silenciar fosse suficiente para curar. Mas não é.

Quando o algoritmo pede bis e a vida desafina

Vivemos numa época curiosa: tudo tem aplicativo, menos paciência. A tecnologia nos dá mapas, estatísticas, predições. Só não sabe lidar quando a pergunta é simples demais: o que é sentir?

A verdade é que não estamos diante de uma guerra entre humanos e máquinas. Estamos, na real, num campeonato de quem aguenta mais notificações antes de surtar. E, por enquanto, estamos perdendo feio.

O problema do “sempre online”

Chamamos de conexão, mas o que temos é uma overdose de ruído. A vida virou um feed infinito, e cada deslize é apenas mais um scroll. Mas quem foi que decidiu que “viver” é estar permanentemente atualizado?