Brasil

A luz do passado e a cegueira do presente

Nas rodas de família, nos encontros entre amigos, somos guiados pelas memórias afetivas. Recontamos o que nos fez sorrir, reforçamos lembranças que aquecem o coração. No entanto, nossa memória é seletiva: tende a apagar o lado sombrio. Empurramos erros, dores e falhas para o esquecimento, como se silenciar fosse suficiente para curar. Mas não é.