Rede carioca que testou modelo nos EUA aposta no interior inclusive em Minas  com retorno de até 8% ao mês

Boteco do Manolo, com mais de 20 anos de operação própria, estrutura franquias fora do eixo das grandes capitais

Enquanto boa parte do franchising de alimentação ainda concentra esforço nas capitais e nos shoppings, uma marca com raízes cariocas decidiu seguir outro caminho: o interior.

 O Boteco do Manolo, criado no Rio de Janeiro há mais de duas décadas e já com operação validada nos Estados Unidos, começou a estruturar um plano de franquias que tem cidades médias como prioridade não como alternativa de segunda linha.

Belo Horizonte está na lista de mercados que a rede já mapeou, ao lado de praças como interior de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Cuiabá, Brasília e Londrina. O critério de escolha é direto: menos concorrência acirrada, operação mais barata de manter e um público que já tem intimidade com o formato boteco coisa que Minas, com sua tradição de bares e botequins, entende bem

Da cozinha ao balcão de franquias

Quem toca o negócio desde o início é Marcelo Riveiro Barcia, carioca que começou a trabalhar em cozinha profissional ainda aos 12 anos, orientado pelo pai, o espanhol Manuel Barcia Riveiro o “Manolo” do nome da marca. A empresa nasceu em 2003 no Rio e, com o tempo, ganhou unidades também na Flórida e em Massachusetts, nos Estados Unidos.

Foi essa experiência dupla  testada em mercado brasileiro e americano que deu à rede confiança para expandir por franquia dentro do próprio país, e agora fora do eixo Rio-São Paulo.

Quanto custa entrar no negócio

O formato prioriza lojas de rua ao invés de pontos em shopping decisão que impacta diretamente o bolso do franqueado, já que reduz custo fixo e melhora a margem. Para abrir uma unidade, o investimento inicial fica entre R$ 2,5 milhões e R$ 4,5 milhões, dependendo do tamanho e da localização, mais cerca de R$ 350 mil de capital de giro. O retorno mensal médio gira entre 2% e 4%, mas casos de unidades de rua com bom desempenho já bateram 8% ao mês patamar que encurta o tempo de recuperação do investimento, de 24 meses no cenário padrão para 16 meses nos melhores casos. A rede cobra royalty de 6% sobre o faturamento bruto.

O suporte, segundo a empresa, começa antes da inauguração com treinamento e continua até a operação rodar sozinha.

Também de olho no mercado americano

A marca segue abrindo franquias nos Estados Unidos para brasileiros que já pensam em empreender fora do país, ampliando a tese de internacionalização que a rede já vinha construindo desde a primeira unidade fora do Brasil.

Quanto ao tipo de franqueado que busca, o fundador é objetivo: “Eu não meço sucesso pelo número de lojas abertas. Meço pela qualidade do parceiro que entra no negócio comigo.”

 Um bom momento para o setor

O timing favorece o movimento. A Associação Brasileira de Franchising (ABF) tem apontado a alimentação como um dos segmentos mais fortes da franchising nacional atualmente, puxado pela volta do consumo presencial e pelo avanço das redes rumo ao interior território que passa a incluir também o mercado mineiro.

Com histórico de mais de 20 anos, passagem por dois países e plano de expansão já estruturado, o Boteco do Manolo chega a Minas como opção de negócio testado não como aposta.

Sobre o Boteco do Manolo

Criado em 2003 por Marcelo Riveiro Barcia em homenagem ao pai, o espanhol Manuel Barcia Riveiro, o Boteco do Manolo nasceu no Rio de Janeiro e hoje opera unidades próprias e franqueadas no Brasil e nos Estados Unidos.