Nos últimos anos, o futebol brasileiro tem dominado a Copa Libertadores da América, consolidando uma hegemonia no continente. No entanto, a trajetória dos clubes brasileiros na competição é marcada por episódios em que decisões controversas da arbitragem influenciaram negativamente seus destinos. A seguir, relembramos cinco partidas emblemáticas em que equipes do Brasil foram prejudicadas por erros polêmicos de árbitros na competição.
1. São Paulo x Vélez Sarsfield – Final da Libertadores de 1994
Em 1994, o São Paulo buscava seu terceiro título consecutivo na Libertadores. Após perder por 1 a 0 na Argentina, o Tricolor venceu o Vélez Sarsfield pelo mesmo placar no Morumbi, levando a decisão para os pênaltis. Durante o tempo regulamentar, o árbitro chileno Carlos Robles não marcou um pênalti claro em Cafu, que foi derrubado na área. A não marcação do pênalti poderia ter alterado o resultado da partida. Nos pênaltis, o Vélez venceu por 5 a 3, conquistando o título e deixando os são-paulinos indignados com a arbitragem.
2. Flamengo x Atlético-MG – Semifinal da Libertadores de 1981
O confronto entre Flamengo e Atlético-MG na semifinal de 1981 é lembrado por uma arbitragem altamente controversa. No jogo desempate, realizado no Serra Dourada, o árbitro José Roberto Wright expulsou cinco jogadores do Atlético-MG, resultando no encerramento da partida por número insuficiente de atletas em campo. O Flamengo foi declarado vencedor por 3 a 0, decisão que até hoje gera debates acalorados sobre a conduta do árbitro.
3. Palmeiras x Boca Juniors – Semifinal da Libertadores de 2001
Na semifinal de 2001, Palmeiras e Boca Juniors protagonizaram dois jogos tensos. No primeiro confronto, na Bombonera, empate em 2 a 2. O árbitro paraguaio Ubaldo Aquino não marcou um pênalti claro a favor do Palmeiras e validou um gol em posição duvidosa do Boca. No jogo de volta, outro empate levou a decisão para os pênaltis, com o time argentino avançando à final. As decisões de Aquino foram amplamente criticadas e são lembradas como determinantes para a eliminação palmeirense.
4. Corinthians x Boca Juniors – Oitavas de Final da Libertadores de 2013
Nas oitavas de final de 2013, o Corinthians enfrentou o Boca Juniors em uma partida marcada por erros graves da arbitragem. O árbitro paraguaio Carlos Amarilla anulou um gol legítimo de Romarinho e deixou de marcar dois pênaltis claros a favor do Corinthians. O empate em 1 a 1 no Pacaembu, após derrota por 1 a 0 na Argentina, resultou na eliminação do time brasileiro. Posteriormente, gravações sugeriram possíveis manipulações na escolha de Amarilla para a partida, aumentando a indignação dos corintianos.
5. Grêmio x River Plate – Semifinal da Libertadores de 2018
Em 2018, o Grêmio enfrentou o River Plate na semifinal. Após vencer por 1 a 0 na Argentina, o Grêmio perdeu por 2 a 1 em Porto Alegre. O segundo gol do River veio de um pênalti marcado com auxílio do VAR nos minutos finais, após um toque de mão de Bressan. A decisão gerou polêmica, pois o árbitro Andrés Cunha inicialmente não havia marcado a infração, e o uso do VAR foi questionado devido à não revisão de um possível toque de mão no primeiro gol do River.
Esses episódios evidenciam como decisões controversas da arbitragem podem influenciar significativamente o destino de clubes brasileiros na Copa Libertadores, gerando debates acalorados e deixando marcas profundas na história do futebol sul-americano.













