O tempo pode ser concebido de modo linear, com começo, meio e fim, como é concebido no Ocidente; de uma maneira circular, como no Oriente; ou em uma perspectiva simultânea, em várias dimensões, como pode ser vivenciado em experiências no metaverso.
Esta exposição de Sandra Scavassa apresenta o tempo de maneira híbrida. Parte de retratos familiares e pessoais, com e sem intervenções, até os trabalhos mais recentes, em que lida com a própria imagem e com questões que vem pesquisando, como o papel apagado e esquecido de mulheres na História da Arte oficial.
Memórias afetivas se mesclam com investigações atuais em uma jornada permanente de procuras. Mais importante do que achar respostas, nesse processo, é manter a mente e o olhar abertos para tudo o que está ao redor, seja um antigo tijolo ou um livro recente, pois é na criação que se torna possível vislumbrar o mundo de maneira renovada.
Cada objeto apresentado, portanto, é resultado dessas andanças simbólicas. Conhecer os trabalhos é um percorrer veredas que constituem raízes de uma enorme árvore da existência, em que o tempo surge de diversas maneiras, ora linear, ora circular, ora simultâneo, sempre a nos fascinar e a nos surpreender.
Oscar D’Ambrosio
@oscardambrosioinsta
Pós-Doutor e Doutor em Educação, Arte e História da Cultura, Mestre em Artes Visuais, jornalista, crítico de arte e curador













