Codo – Técnica Mista sobre papel – 41 x 29 cm
O título alude ao desfecho do livro “O Velho e o Mar”, de Ernest Hemingway, sobre Santiago, um pescador cubano que enfrenta a deterioração do peixe gigante que havia capturado. O romance narra a luta épica do protagonista com um espadarte gigantesco, que ele finalmente consegue fisgar, comprovando a sua força, perseverança e habilidade.
Ele amarra o peixe ao lado de seu pequeno barco e inicia a viagem de volta para casa. No caminho, o sangue do peixe na água atrai tubarões. Santiago luta desesperadamente contra eles, mas eles devoram a carne do peixe gigante.
O que sobra começa a apodrecer ao sol e em contato com a água salgada. Quando o pescador chega à costa, tudo o que resta é o esqueleto imenso, a cabeça e o rabo. Portanto, a imagem de Codo evoca o destino inevitável de todo esforço humano diante da natureza e do tempo.
Se o peixe é perdido para os tubarões, o que resta é a prova da coragem da luta de Santiago. Enquanto o triunfo material se perde, o moral e espiritual permanece. O peixe vira carcaça, mas a história de Santiago se torna lenda na vila de pescadores.
Oscar D’Ambrosio
Pós-Doutor e Doutor em Educação, Arte e História da Cultura, Mestre em Artes Visuais, jornalista e crítico de arte.













