Uma pintura se justifica quando tem um sentido que está além de si mesma. A partir de uma imagem, seja ela figurativa ou abstrata, torna-se possível uma reflexão sobre o próprio ato de criar, seja pelos materiais, técnicas e suportes ou pelos conceitos que acompanham o trabalho.

Acima de tudo, ela precisa gerar uma inquietação. Isso pode ocorrer por meio de seu poder destruidor das convenções ou pelo riso. Os dois caminhos são igualmente potentes na intencionalidade de provocar algum tipo de reação no público, já que arte que não inquieta não cumpre esse papel indagador.
As criações mais significativas de Teresa Kodama (@teresakodama) possuem essa capacidade de trazer elementos idealistas e visionários. Os primeiros instauram um mundo mais idealizado do que este que nos cerca, enquanto os outros apontam para um campo de incertezas.
A concepção poética da artista traz na valorização do elemento feminino um dado importante. Outro é a livre expressão da natureza em busca de uma progressiva visceralidade em que exista um afastamento do mundo real conhecido para mergulhar em novas possibilidades artísticas e existenciais.
Oscar D’Ambrosio
@oscardambrosioinsta
Pós-Doutor e Doutor em Educação, Arte e História da Cultura, Mestre em Artes Visuais, jornalista, crítico de arte e curador.












