Inconsciente Coletivo, de Juliana Scorza

Nascida e moradora de Presidente Prudente, SP (1978), Juliana Scorza, em “Inconsciente Coletivo”, pintada com tinta acrílica sobre tela (50 x 80 cm), leva a uma reflexão sobre o tema. O psiquiatra suíço Carl Gustav Jung, dentro da Psicologia Analítica, entende o inconsciente coletivo como a camada mais profunda da psiquê, constituído pelos materiais que foram herdados, abrigando, imagens comuns a todos os seres humanos. Essa ideia é colocada pela artista pelo acúmulo de imagens de pessoas dentro de quadros na parede, rostos e corpos.

Existe a ideia de que somos formados pela multiplicidade e, se existe uma união, ela se dá justamente pela presença de uma espécie de reservatório de imagens latentes, os arquétipos ou imagens primordiais, que cada pessoa herda de seus ancestrais, gerando uma predisposição para dialogar com o mundo de forma semelhante à dos antepassados. Esta obra foi selecionada para participar do Salão Paulista de Arte Naif 2021, no Museu de Arte Sacra de São Paulo, SP.

Oscar D’Ambrosio
Pós-Doutor e Doutor em Educação, Arte e História da Cultura, Mestre em Artes Visuais, jornalista e crítico de arte.