Com o fim do prazo de validade da desoneração dos impostos federais sobre a gasolina e o etanol, caso não haja uma prorrogação na cobrança dos impostos, a gasolina deverá aumentar em 0,69 por litro nos postos de gasolina, calcula a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom). No caso do etanol, a alta deve ser de 24 centavos.
O aumento dos preços para o consumidor é favorável ao retorno da cobrança para aumento da arrecadação e a diminuição do rombo nas contas públicas. A isenção dos impostos federais sobre os combustíveis foi uma medida tomada pelo governo de Jair Bolsonaro (PL).

Nas contas da Abicom, com a volta da cobrança dos impostos — tal qual está prevista em medida provisória — o impacto nos impostos no preço da gasolina nas refinarias será de 0,79 centavos pelo PIS/Cofins e de 0,10 centavos pela Cide. Nos postos, após a mistura do etanol, o impacto total do retorno dos impostos na gasolina será de 0,69 por litro. O preço médio da gasolina no Brasil é de 5,07 reais, segundo o último levantamento divulgado pela ANP.
Antes mesmo da posse de Lula, Haddad que defendia a volta da cobrança dos tributos, perdeu o duelo para a área econômica do governo e Lula prorrogou por 60 dias via medida provisória a isenção na gasolina e no etanol. No caso do diesel e do gás de cozinha, a desoneração vale até 31 de dezembro, de acordo com o ato assinado pelo petista.
Segundo Haddad, a decisão final sobre uma nova prorrogação de impostos ou não será tomada por Lula. A ideia do PT sobre o imbróglio é discutir uma nova política de preços para os combustíveis no lugar da política de paridade internacional (PPI), amplamente criticada por Lula durante a campanha eleitoral, enquanto acha uma solução para os impostos. Uma das hipóteses é que haja uma reoneração gradual. A Petrobras também pode mexer nos preços da gasolina com base no próprio PPI, já que o combustível está 7% mais caro do que o preço praticado no mercado internacional, segundo dados da Abicom. Um reajuste para baixo no preço é visto como uma das opções para atenuar o retorno dos tributos sobre o combustível.
Com informações da Veja












