O universo da colagem, como o da obra deste post, realizada por Cibele Pilla, possui uma magia própria. Pode ser pensado como uma espécie de criação musical, com três movimentos. Inicialmente existe a seleção do material a ser utilizado. Trata-se de um processo de escolhas que envolve valorizar alguns elementos para deixar outros de lado. Em seguida, existe a composição da imagem desejada, que traz a discussão de como aquilo que veio de um outro lugar pode ser reutilizado para estabelecer um novo mundo visual.
Com a obra pronta, há um impacto plástico e emocional em quem vê o trabalho. Imagens da natureza ou rostos, memórias afetivas e lembranças factuais podem se mesclar no diálogo entre quem faz e quem vê. A colagem estabelece um portal de possibilidades com a infinita capacidade de gerar surpresas. Cada fragmento ganha novas funções ao se fundir ao novo que passa a integrar.
Oscar D’Ambrosio
Pós-Doutor e Doutor em Educação, Arte e História da Cultura, Mestre em Artes Visuais, jornalista e crítico de arte.













