A história da arte pode ser, de maneira ampla e didática, dividida em três momentos. Inicialmente, houve a ênfase na imitação (mimese) do mundo. Posteriormente, entra-se na esfera de uma representação, ou seja, a realidade ainda surge reconhecível, mas transformada dentro de diversas estéticas.
A partir aproximadamente dos anos 1950, há ênfase na interpretação, ou seja, o concreto abre espaço para um pensar sobre o significado do existir e como a arte o expressa.
A exposição “Co Viver”, de Alexandre Bernardes, no VAR, Rua Caravelas, 177, em São Paulo, SP, realiza o amálgama dessas dimensões com intensidade. Se o uso de máscaras de estêncil reporta a um mundo conhecido, com bailarinas e rostos, a expressividade das cores gera representações propositalmente distorcidas e os gestos vinculados ao expressionismo abstrato trazem uma interpretação de que, perante uma complexa realidade externa, uma rica dinâmica vivencial interna gera um alento.
Oscar D’Ambrosio
Pós-Doutor e Doutor em Educação, Arte e História da Cultura, Mestre em Artes Visuais, jornalista e crítico de arte.













