Brasil

Enquanto loteamos a lua, morremos na rua

O mundo moderno vive em um paradoxo fascinante e, ao mesmo tempo, perturbador. Avançamos a passos largos na construção de inteligências artificiais capazes de realizar cálculos complexos em milésimos de segundo, de gerar arte, música, decisões. Criamos algoritmos que aprendem com o comportamento humano, que preveem doenças antes mesmo de sintomas surgirem, e que desafiam o próprio conceito de criatividade. Mas, ainda assim, somos absolutamente dependentes da chuva para ter água. Um fenômeno natural, antigo como a Terra, que nos relembra, sem pedir licença, que não somos deuses, somos parte de um ciclo ecológico que não controlamos.

Dizem que cuidam, dizem que lutam, mas se lambuzam do mesmo banquete. De esquerda ou de direita, o poder embriaga, e a verdade é sempre o que convém na manchete.

O espelho quebrado da política

Dizem que cuidam, dizem que lutam,
mas se lambuzam do mesmo banquete.
De esquerda ou de direita, o poder embriaga,
e a verdade é sempre o que convém na manchete.

A serenata depois do vendaval

O começo do mês de novembro de 2023 não foi fácil para o estado de São Paulo, na sexta-feira dia 3 a cidade foi surpreendida por uma tempestade com ventos que alcançaram mais de 100 Km por hora.

Fredi Jon - Cantando a vida mesmo quando a morte é bate à porta

Fredi Jon – Cantando a vida mesmo quando a morte é bate à porta

A morte nunca pede licença. Chega como o vento, muda tudo de lugar e nos deixa diante do irreversível. Em 2008, Fredi Jon sentiu seu peso três vezes. Em maio, perdeu Antônio Carvalho, o amigo cuja voz ressoava entre reflexões e conversas sobre o mundo. Em agosto, o golpe foi mais profundo—seu pai, Jorge, partiu, deixando para trás um silêncio tão grande que parecia preencher cada canto. Mas a morte ainda não havia terminado. Em 2 de novembro, levou sua mãe. Como se seguisse uma lógica cruel, esperou o Dia de Finados para encerrar um ciclo que Fredi jamais quisera ver completo.