Café Minuto – Reformas

Reformas
Você é contra ou a favor da reforma da previdência? Eu sou a favor. O problema não é a reforma em si, mas como ela é feita. Não concordo com certas propostas. Ficou de fora servidores, militares, policiais e políticos que continuam com seus privilégios de sempre. Também tem as dívidas colossais de empresas com o INSS, que se cobradas amenizaria o caixa da previdência. Com tudo isso a conta não ficaria só com trabalhadores das empresas privadas e a reforma não precisaria ter coisas como ter que trabalhar 49 anos para se aposentar pelo teto. As leis da previdência e do trabalho, que também está prevista reforma, são leis de 70, 80 anos atrás deixando o país amarrado impedindo sua competitividade e onerando o orçamento do governo. É hora de mudar! Aliás, penso eu, passou da hora.

Mudou
O mundo mudou. Não é possível manter os mesmos privilégios daqueles tempos. É preciso revê-los, manter alguns se possível, e cortar outros. O que não dá mais é ficar como está. Infelizmente, qualquer reforma por menor que seja os sindicatos e a esquerda são contra. Têm uma visão míope, são corporativistas, enxergam apenas seus interesses imediatos, não conseguem enxergar um palmo a frente do futuro. As “conquistas” dos trabalhadores são imexíveis “Nenhum direito a menos” é seu mantra. Dane-se o futuro de seus filhos, de seus netos, dane-se o futuro do país. Nada é eterno. O que não muda para acompanhar o tempo, a conta será cobrada mais tarde e quem vai pagar são as futuras gerações. E eu não quero isso para meu filho e meus netos. Não será por mim que eles pagarão.

A Surda
Qual o problema de sua mulher? Pergunta Dr. Tilbonério. Surdez, não ouve nada, diz Auscistéquio. – Então o senhor vai fazer o seguinte: sem ela notar, o senhor a certa distância fale com ela em tom normal até que perceba quando ela ouviu. Isso facilitará o diagnóstico e quando o senhor o trouxer, saberemos qual é o grau de surdez de sua esposa. À noite, Sebostina preparava o jantar e Auscistéquio resolveu fazer o teste. Calculou a distância e achou que estava a 5 metros dela: – Sebostina, o que temos hoje para o jantar? Não ouviu a resposta. Aproximou-se mais: – Querida, o que temos hoje para jantar? Nada ainda. Agora devia estar a menos de dois metros – Amor, o que temos para jantar hoje? Silêncio. Chegou então atrás das costas da mulher: – Minha flor, o que temos hoje para jantar? – Frango, meu bem. É a quarta vez que te respondo!

Populismo
Getúlio inaugurou o populismo no Brasil. Em seu governo surgiu a CLT e os sindicatos começaram a ganhar força. De lá até hoje, com exceção de Itamar e FHC, em seu primeiro mandato, todos os presidentes, incluídos aí os vices que tomaram posse, seguiram a cartilha de Getúlio, em maior ou menor grau. Os dois últimos conseguiram a proeza de reescrever a cartilha getuliana. O Brasil virou um país paternalista e por conta disso surgiu um emaranhado de leis para cuidar do povo. Não escapou os grandes empresários brasileiros, sempre em busca de empréstimos camaradas do governo. Até um bolsa família surgiu para os pobres. Sim, temos pobres, mas a culpa é de quem? Do Estado, que deveria criar condições para minimizar a pobreza, como educação, mais empregos, programas de incentivo de renda. Não, ao invés disso estendeu a mão, como um pai ajudando o filho, dando o peixe e não os ensinou a pescar. Conhece algum governo populista cujo país está entre os primeiros do mundo? É hora de mudar!

Música Estranha
Com a avalanche de sertanejos, qualquer música que não seja isso é estranha. E torna-se difícil ver um lançamento que não seja sertanejo. E se for música internacional, não sendo rock ou pop, mais difícil ainda. Um amigo que curte a mesma música que eu curto deu essa deixa, o novo álbum de Nora Jones. Antes, esclarecemos quem é ela. Nora Jones, de voz doce e suave, gravou seu primeiro álbum na Blue Note, especializada em jazz e também nome de um bar de jazz de New York. Tem vários álbuns jazzísticos com pegada do folk pop, onde ela se sai melhor. Seu mais recente álbum, “Day Breaks”, tem a participação de feras do jazz atual, o saxofonista Wayne Shorter e o tecladista Lonnie Smith, com canções de ícones do jazz, caso de Duke Ellington. Porém, é um disco pop com algumas levadas de jazz. Mas isso não tem importância, a voz de Nora faz bem aos ouvidos. Há música fora do universo sertanejo também.

Passou a Perna
O Paraguai, primo pobre e nosso sócio em Itaipu, com fama de falsificar até a mãe, está mudando e passando a perna em “nóis”. O país vem crescendo a um ritmo de tigre asiático, quase 6% ao ano, em média, desde 2010. O Brasil não consegue crescimento prolongado desde os anos 70, época do milagre econômico. Edifícios corporativos e centros comerciais despontam no centro de Assunção, um deles um moderno shopping com investimento de 220 milhões de dólares. Qual é o segredo? Simples! Tudo aquilo que aqui não tem e precisa mudar, lá tem e mudou. Impostos baixos, pouca burocracia, incentivo para instalação de fábricas, energia elétrica de Itaipu 60% mais baixa que no Brasil, reajustes e benefícios entre patrões e empregados sem interferências de sindicatos, 35% de encargos trabalhistas e econômicos sobre o salário contra 100% a 130% no Brasil, taxa de exportação para a União Europeia 0%, maior liberdade econômica, taxa de desemprego de 5,9%, déficit público 1,6% contra 10,1% no Brasil. São números vigorosos, que passam longe do Brasil, um colosso de país que não se moderniza. É hora de mudar. Paraguai… aqui vamos nós!

“Jovem Aos 50
A História de Meio Século da Jovem Guarda” é um documentário que traça um riquíssimo painel de um dos movimentos musicais mais importantes da música brasileira. Jovem guarda é um nome extraído de um discurso de Lenin, que fez a revolução bolchevique na Rússia, resultando no comunismo. Com imagens icônicas e fotos de arquivo, o diretor e roteirista, Sérgio Baldassarini, foi à procura de cantores famosos da época trazendo depoimentos de vários artistas importantes da Jovem Guarda, caso de Erasmo, Wanderléa, Sérgio Reis (hoje sertanejo de raiz), Eduardo Araújo, (o Tremendão), Ronnie Von, Waldirene, e até Caetano, entre outros, que falam do movimento e do surgimento do programa Jovem Guarda, em 22 de agosto 1965, e como ele transformou a vida dos jovens paulistanos nas doces tardes de domingo. Saudades desse tempo! O documentário está em exibição em uma única sala em S. Paulo e apenas em um horário. Com certeza será lançado em DVD. E Reiberto Carlos? Provavelmente está vendo um jeito de processar os realizadores do filme.

Quente
A chapa está esquentando e a anta cega do Trump libera o carvão para a produção de energia, uma fonte altamente poluidora. E o tapado ainda diz que não vai entrar nessa do aquecimento global, caindo fora do Acordo de Paris. A ONU precisa esfregar na cara dele os dados de 2016. O ano que bateu os recordes de temperatura e 2017 vai superar esse recorde. Para os cientistas, modelos criados para acompanhar o comportamento da atmosfera já não atendem às mudanças climáticas. Estamos agora em “território desconhecido” Altas temperaturas ao redor do planeta estão desafiando o conhecimento sobre o clima. O Ártico registrou três ondas de calor no apogeu do inverno. Alaska, Rússia e Canadá registraram três graus acima da média. Polo Norte e Antártida, redução recorde da camada de gelo. Nível dos oceanos subiu 20 centímetros com aumento da temperatura das águas. Temperatura acima de 50 graus em regiões da África e Oriente Médio. E o palhaço do Trump não acredita nisso. Tomara que queime o fiofó!

Na Gaiola
Moro não nega fogo. Condenou Eduardo Cunha a 15 anos e 4 meses de cana por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Bem feito! O poderoso ex Presidente da Câmara, terceiro homem na sucessão presidencial foi um dos grandes propineiros da Lava-Jato e merece ficar fora de circulação por uns tempos. Mas com a tal de progressão de pena por bom comportamento, trabalho interno, réu primário e sei mais lá o que, daqui a três anos voltará a circular. Aqui e difícil alguém cumprir pena integral. Entretanto, como foi condenado em primeira instancia cabe recurso.