APqC divulga nota com críticas às restrições na Fapesp para bolsas no exterior

Entidade afirma que restringir oportunidades de formação científica compromete a renovação da pesquisa e lembra que produzir conhecimento é questão de desenvolvimento e soberania

A Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) criticou, em nota divulgada nesta quarta-feira (9), mudanças feitas pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) nas bolsas de formação e internacionalização de pesquisadores e cobrou a revisão das navas regras. Desde o dia primeiro de setembro, foram retirados do fluxo contínuo da Bolsa Estágio de Pesquisa no Exterior (BEPE) estudantes de Iniciação Científica e Mestrado.

“Além disso, houve também o corte de 50% da bolsa no país para pós-doutorandos, comprometendo o sustento de suas famílias no Brasil durante o período de estágio no exterior”, diz a nota.

Também foi reduzida de 12 para seis meses a duração inicial das bolsas para Doutorado, Doutorado Direto e Pós-Doutorado.

“Restringir oportunidades de formação e intercâmbio científico representa limitar o engajamento científico de jovens pesquisadores. A experiência internacional permite acesso a novas metodologias, tecnologias, laboratórios e redes de pesquisa, conhecimento que retorna ao Estado e fortalece a ciência brasileira”, afirma a APqC na nota.

A entidade destaca que a FAPESP tem importância estratégica para os 16 institutos públicos de pesquisa paulistas, que atuam em áreas como meio ambiente, saúde e agricultura. Além da produção científica, essas instituições participam da formação de novos pesquisadores por meio de atividades de Iniciação Científica e Pós-Graduação.

A APqC alerta que restringir oportunidades de formação de novos cientistas pode “ampliar desigualdades” no acesso à formação internacional.

“A APqC também alerta que restringir bolsas para formação no exterior pode ampliar desigualdades, tornando a internacionalização mais acessível a quem possui recursos próprios. Produzir ciência e formar pesquisadores é investimento estratégico. Um Estado e um país que pretendem ser grandes precisam produzir conhecimento, desenvolver suas próprias tecnologias e formar seus cientistas. Ciência é desenvolvimento e soberania”, afirma a entidade.

 

NOTA: APqC critica mudanças nas bolsas de pesquisa no exterior da FAPESP e alerta para impacto na formação de cientistas

Campinas, 10 de setembro de 2026 – A Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) cobra a revisão das mudanças promovidas pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) nas bolsas de formação e internacionalização de pesquisadores. As novas regras retiraram do fluxo contínuo da Bolsa Estágio de Pesquisa no Exterior (BEPE) estudantes de Iniciação Científica e Mestrado e reduziram de 12 para seis meses a duração inicial das bolsas para Doutorado, Doutorado Direto e Pós-Doutorado. Além disso, houve também o corte de 50% da bolsa no país para pós-doutorandos, comprometendo o sustento de suas famílias no Brasil durante o período de estágio no exterior.

Restringir oportunidades de formação e intercâmbio científico representa limitar o engajamento científico de jovens pesquisadores. A experiência internacional permite acesso a novas metodologias, tecnologias, laboratórios e redes de pesquisa, conhecimento que retorna ao Estado e fortalece a ciência brasileira.

A FAPESP tem importância estratégica para os 16 institutos públicos de pesquisa do Estado de São Paulo (veja a lista abaixo), responsáveis pela produção de conhecimento em áreas como meio ambiente, saúde e agricultura. Essas instituições também formam novos pesquisadores, com atividades de Iniciação Científica e Pós-Graduação.

A APqC também alerta que restringir bolsas para formação no exterior pode ampliar desigualdades, tornando a internacionalização mais acessível a quem possui recursos próprios. Produzir ciência e formar pesquisadores é investimento estratégico. Um Estado e um país que pretendem ser grandes precisam produzir conhecimento, desenvolver suas próprias tecnologias e formar seus cientistas. Ciência é desenvolvimento e soberania.

Links: 

Normas anteriores:
https://fapesp.br/18354/bolsa-estagio-de-pesquisa-no-exterior-bepe-normas-validas-ate-31082026

Normas vigentes 1/09/2026:
https://fapesp.br/bolsas/bepe

 

Sobre a APqC
Fundada em 1977, a Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) representa servidores de 16 Institutos Públicos de Pesquisa do Estado, nas áreas de Meio Ambiente, Agricultura e Saúde. Além de incentivar o desenvolvimento da ciência, como instrumento de transformação socioambiental do Estado de São Paulo, a entidade tem como missão estabelecida em seu estatuto a defesa dos institutos e da carreira de pesquisador científico, criada em 1975, além do patrimônio público ligado à pesquisa, incluindo prédios históricos e fazendas experimentais. A entidade defende a recriação dos Institutos Florestal, de Botânica, Geológico e da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), extintos em 2020*.

Os pesquisadores representados pela APqC atuam nos institutos:

Meio Ambiente: Instituto Florestal*, Instituto de Botânica*, Instituto Geológico* (Integram a Secretaria de Estado do Meio Ambiente, infraestrutura e logística).

Agricultura: APTA Regional, Instituto Agronômico de Campinas (IAC), Instituto Biológico, Instituto de Economia Agrícola (IEA), Instituto de Pesca, Instituto de Tecnologia de Alimentos, Instituto de Zootecnia (Integram a Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento).

Saúde: Instituto Adolfo Lutz, Instituto Butantan, Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, Instituto Lauro de Souza Lima, Instituto Pasteur, Instituto de Saúde, SUCEN*, Laboratório de Investigação Médica-LIM HC-USP (Integram a Secretaria de Estado da Saúde).

 

Mais informações:

apqc.org.br