Animação mais assistida da história da plataforma Netflix, ultrapassando a marca de 500 milhões de visualizações, o filme “Guerreiras do K-Pop” (“K-Pop Demon Hunters”) conta a história de um trio feminino de K-pop, Huntr/x, composto por Rumi, Mira e Zoey, responsável por manter o equilíbrio do universo.
A narrativa não é original, mas parte de um princípio que merece destaque. É por meio de suas vozes elas conseguem construir uma rede que protegerá a humanidade dos demônios que a ameaçam. A abertura do filme aponta que outros grupos tiveram essa função, que agora cabe à banda sul-coreana.
Existe, portanto, uma duplicidade no grupo. São ídolos da música e guerreiras implacáveis. Surgem então dois problemas. Rumi perde a voz; e os demônios criam uma banda “do mal” que rivaliza com Huntr/x e ameaça literalmente devorar os seus fãs.
Vocalista líder da banda, Rumi teve um pai demônio, cabendo-lhe equilibrar-se emocionalmente para se curar emocionalmente; Mira, responsável pelas coreografias, é mais explosiva; e Zoey, a caçula, criada nos EUA compõe letras e é rapper. Somente quando estão unidas têm a força que lhes permite criar um portal em que o bem vença o mal.
Oscar D’Ambrosio
Pós-Doutor e Doutor em Educação, Arte e História da Cultura, Mestre em Artes Visuais, jornalista e crítico de arte.













